sábado, 14 de fevereiro de 2009

Para Manuel com amor



Existem saudades que sabem rir. São as minhas preferidas.
Algumas, nascem sabendo. Outras aprendem, depois de transformar o choro.
Como borboletas, voam pelos jardins da memória, abraçam as lembranças mais viçosas, e saboreiam o néctar, sempre disponível, das alegrias perenes.

Ana Jácomo
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Dedico esse post ao meu amado Manuel como um mimo pelo Dia de São Valentim.

Acontece que, por uma fantástica capacidade do amor, nós conseguimos estar próximos mesmo quando não estamos.
Ana Jácomo

6 comentários:

Rose disse...

Que lindo!... Que lindo!...
Ele certamente vai amar!
Beijinhos!
Rose.

Andrea disse...

Ai....como o amor é lindo!
Este amor de vcs mais ainda!
Saudades amiga...estou numa correria só, as aulas começaram no estado e agora estou envolvida num empeendimento próprio. Estou voando mais alto... então isso tem me deixado sem tempo p/ msn. Mas, não esqueço de ti viu? Fabiano não vem mais Rio, está sabendo que ele vai fazer uma cirurgia?
Estou aguardando notícias dele. Se vc souber de alguma coisa me avisa tá? Tenha um lindo domingo.
Bjs, com carinho.

Mel disse...

Marilac, que lindo presente o seu amado recebeu!
:) Felicidades aos dois e sempre muito amor!
Beijos!
Mel

Muito pouco eu sei disse...

Eu também estou com muita saudade do meu amor mas não posso mandar pra ele um post lindo como esse.Adorei ler tanta coisa bonita que você fala no seu blog sobre o amor.
Um domingo bem suave pra você,
Berê

Irmão Sol, Irmã Lua disse...

Mari,
Muito delicado e belo!
Trago saudades no coração muito vivas que me causam emoção com lágrimas misturadas a risos. Sei que tudo posso perder, mas estas saudades continuarão comigo eternamente.
Manoel deve ter ficado muito feliz. Deus abençoe o amor de vocês!
Carinho,
Benja.

Manuel Ramos disse...

Olá a todos os que lerem esta minha singela resposta.

Já transmiti à minha Marilac, a minha emoção, o contentamento que senti, aquele sorriso ingénuo, infantil, puro e cheio de desejo e de espanto que alegrou a minha expressão ao sentir-me assim amado.

Com todos, quero partilhar ainda estas reflexões:

"Existem saudades que sabem rir" e a minha é uma delas.

Pois bem, li há dias que saudade - ou saudades - consiste no amor que fica. Fica como? Naquele texto, ficava porque era uma pessoa que tinha morrido de cancer, um menino muito pequeno que se tornara um homem e cumprira a sua função através da adversidade e do sofrimento. Então, o amor dele ficou para sempre, por isso, quem o conheceu tem a saudade dele e da sua recordação, ensinamentos e presença.

E no nosso caso? O que ficou? Apenas a distância? Apenas alguém que escreve do outro lado do mundo? Não!

Ficaram a cumplicidade, os desejos (físicos, emocionais e a companhia).

Ficou também o amor, a semente do reencontro: nós queremos construir uma vida juntos, então a nossa saudade é um amor que fica e que vai crescer.

Então, a saudade é riso, é descoberta, é uma invenção para continuarmos a sentir este amor, deste desejo, esta cumplicidade. Então, mesmo com saudades, rimos, somos alegres, falamos e fazemos coisas sem jeito porque sabemos o que queremos e buscamos o "néctar das alegrias perenes"

Claro que também sentimos tristeza, também temos dúvidas, também sabemos que a distância - se pode construir algo - nada solidifica, pois só o companmheirismo e a presença permittem construir e partilhar as nossas vidas. Mas somos felizes assim e queremos construir algo bem maior..

Então, estamos sempre perto, mesmo na distância, pois a nossa saudade é maravilhosa, a nossa ausência é fecunda, a solidão é criativa.

E porque digo eu estas coisas, se todos as sabemos? Todos saberemos?

Decidi escrever, não só para agradecer à minha Marilac mas, sobretudo, por pensar nas pessoas que vivem ainda separadas e distantes. Penso nas pessoas que se conheceram e amam fruto da internet, que tantas dificuldades têm para construir o seu projecto. Por isso escrevo, para dizer que tudo é possível a quem sonha, a quem ama, a quem fica com a saudade de um amor bonito assim como o nosso para construir. Manuel Ramos