Saudade só se sente do que foi bom, do que deixou pegadas leves na alma e não arranhou o coração com mágoas. Saudade só se sente de quem escreveu sua história na nossa e não deixou nenhum borrão.
Aíla Sampaio
Conheça mais a obra dessa querida escritora aqui:http://literaila.blogspot.com.br
domingo, 19 de maio de 2013
Viver
Viver é um verbo muito delicado... precisa ser conjugado sem pressa mas sem demora, na brevidade do piscar de olhos, no ritmo exato das horas que passam irreversivelmente.
Aíla Sampaio
Aíla Sampaio
terça-feira, 5 de março de 2013
Na madrugada
Silencio. Madrugada.
Rua vazia.
Uma lua branca de linho estendida no escuro, sobre o nada.
Num momento insone, conversam confidentes: Presente, Passado, Futuro.
Um pensamento corta o espaço, versejando a esmo.
Escuto passo: É meu coração abrindo a porta de mim mesmo.
(Flora Figueiredo)
Canção das mulheres - Lya Luft
Canção das mulheres
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
Lya Luft
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Precisão
Clarice Lispector
O que me tranquiliza
é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando,
confusos, a perfeição.
Bom dia, desejo a todos que passarem por aqui um dia lindo, abençoado e feliz!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
2013
Trecho do belissimo Texto !Sensibilidade" de Ana Jácomo
"Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz. "
Madre Teresa de Calcutá
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Adeus a Larry Hagman
Larry Hagman, morreu na sexta-feira 23/11/2012, aos 81 anos devido a complicações de uma luta contra um câncer na garganta.
Larry Hagman, nascido em 21 de setembro de 1931, em Fort Worth (Texas), ficou mundialmente famoso por seu papel como John Ross Ewing, mais conhecido como J.R., na série Dallas, na qual vivia um homem de negócios sem escrúpulos, malicioso e manipulador.
Na série de TV Jeannie é um Gênio (em inglês I dream of Jeannie), transmitida entre 1965 e 1970 nos Estados Unidos e sucesso no Brasil, Hagman interpretou Anthony Nelson, que tinha em casa uma moça chamada Jeannie, que era um gênio das histórias das Mil e Uma Noites.
O ator era casado desde 1954 com a decoradora sueca Maj Axelsson, com quem tinha dois filhos. Desde 13 de junho, apesar da idade, o ator voltara a Dallas para dar vida a J.R. na nova série Dallas 2.0, produzida pela rede de televisão TNT, que se pronunciou oficialmente: “Todos nós da TNT estamos profundamente tristes com a notícia da morte de Larry Hagman. Ele era um ser humano maravilhoso e um ator extremamente talentoso”.
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